segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Webmuseus



Falarei agora sobre as minhas impressões ao visitar alguns sites de Museus. Acredito que, quando se visita um site de museu, ou até mesmo um museu convencional mesmo, se procura entretenimento. Se visita por que se quer, por estar procurando momentos agradáveis. Então, para que uma visita virtual de museu seja efetivamente boa, ela deve proporcionar bons momentos e é sob essa ótica que eu analisei os sites por mim visitados.

Uma visita complicada, demorada, de difícil acesso não é agradável. Um dos grandes problemas desses sites é que eles são muito pesados e em muitos computadores não se consegue acessar (o que aconteceu comigo em casa). Esse é um grande ponto negativo que, por outro lado, faz com que o site se torne bonito, atrativo, com efeitos e belas imagens. O jeito é procurar uma boa internet mesmo.
Outro aspecto importante a ser considerado é a organização do acervo e das informações. Alguns não são claros em sua página inicial e o visitante tem dificuldades em guiar-se durante a visitação. Analisando os diferentes tipos de organização dos sites sugeridos pela professora para a análise, gostei muito do The virtual museum of Iraq, que divide o acervo, já na página inicial em épocas históricas ou povos, atribuindo uma temática geral, o que ajuda muito na hora de localizar-se nos fatos. Além disso, o site apresenta claramente botões que facilitam a volta para a página anterior e para a página inicial, sem prejuízo de nenhuma parte ou riscos do visitante perder-se.

Outro site muito bem organizado, que gostaria de citar,é o Web Gallery of Art. O acervo divide-se em tipo de arte, época histórica, autor, nacionalidade e, trazem ainda, visitas guiadas, uma caixa de texto para pesquisa no site, áreas com mapas, biografia dos artistas , glossário de termos usados, novidades da área, music selection (o site sugere que se faça a visita escutando música clássica, que pode ser tocada no próprio site, desde que se tenha o plugin necessário) etc. Enfim, um site muito completo, que oferece ainda uma interação com o usuário. Há links para contato, serviço de envio de cartão virtual com trilha sonora e ilustração de obras de arte. Bacana mesmo.

Ainda falando sobre a organização (ou a falta de), a minha visita ao Museu Virtual de Arte Brasileira  (MVAB) não foi agradável. Achei o site visualmente poluído demais, cores fortes demais, além de muito patrocínio, que acaba confundindo e cansando. A página inicial tem muitos links que, mesmo assim, não são objetivos.

O fato da visita não ser pessoal, já faz com que se perca um pouco da emoção da visita, pois não mudamos de ambiente, não nos envolvemos pelo clima do lugar, pois estamos simplesmente na frente de um computador. Por isso, também considero importante que os sites proporcionem meios de fazer a visitação ficar o mais próxima possível daquela que fazemos pessoalmente. Principalmente o The virtual museum of Iraq e o Museo Virtual de Artes (MUVA) fazem isso. O primeiro investe na trilha sonora e na construção dos espaços. Salas diferentes e apropriadas pra cada tema. O segundo apresenta salas futuristas onde nos locomovemos no site exatamente como se estivéssemos o fazendo realmente. Bem legal.

Por último, acho importante que os sites tragam informações completas sobre as obras (já que possuem cunho histórico ou artísticos, dignos de uma explicaçãozinha para os leigos). O museu do Iraque traz isso muito bem, apresentando vídeos e textos explicativos sobre cada peça. Além disso, possuem um recurso chamado "explorar", o qual não utilizei por não ter (e não conseguir baixar) o plugin necessário. 

Enfim, as visitações foram boas. Esses sites são ótimos para aqueles que gostam de cultura, mas não tem oportunidade de conhecer esses lugares pessoalmente (meu caso). É importante que esses sites sempre preservem suas qualidades e tornem-se cada vez mais agradáveis, para manter os interessados no assunto e, quem sabe, cativar outros.



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