segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Banco de Imagens

Vou começar o post de hoje confessando a minha ignorância: eu desconhecia, até então, os bancos de imagens na Internet! Achei que o Deus absoluto das imagens na Internet eram os buscadores (principalmente o Google).

De fato a imagem sempre foi algo presente na vida humana. Desde sempre representamos situações e somos atraídos pelas imagens. A partir do momento que as informações aumentam em quantidade e velocidade, as imagens assumem papel cada vez mais importantes no contexto. Com tantas informações circulando ao nosso redor na Internet, revistas, jornais, cartazes, panfletos, outdoors, propagandas de televisão etc, precisa-se de algo que chame a nossa atenção e que, por vezes, passe a mensagem desejada mais rapidamente. Para isso, nada melhor que uma imagem.

As informações ao nosso redor são muitas e o nosso tempo é curto. Por isso, cada vez mais se investe nas imagens para se alcançar o público alvo. Uma imagem sempre chama atenção, e por vezes passa uma mensagem completa, sem necessitar de texto explicativo.

Do outro lado, do lado de quem produz a informação, a imagem deve ser muito bem selecionada e nem sempre somos capazes de produzi-la. E é aí que entram os Bancos de Imagens. Bancos de imagens são ferramentas que disponibilizam imagens, uns são gratuitamente, outros não. Essa ferramenta não é simplesmente um lugar com imagens. Ela tem importância, no sentido de que pode auxiliar em pesquisar de diversas áreas (ROZADOS, 2010?).

São sites organizados, com suas fotos devidamente indexadas para uma recuperação eficiente. São bastante usados no contexto publicitário e jornalístico. Nesses casos, a fotografia é importante para chamar a atenção das pessoas. Mas também são usados no contexto médico. Busca-se imagens de prontuários médicos, exames como radiografia, tomografia, ecografia etc. 

Para nós, também é muito importante o uso das imagens. Já que trabalhamos com informação, devemos ter a consciência de que as imagens são ótimas transmissoras de informação por si só, e ótimas em chamar a atenção para a informação escrita. Sabendo dominar as ferramentas, podemos  aprimorar e enriquecer nosso trabalho como bibliotecários.



Referências:

ROZADOS, Helen Beatriz Frota. TEMA 3: Bancos de imagens digitais. Informação em mídias digitais. 2010. 18 p.


MUÑOS CASTAÑOS, Jesús E. Bancos de imágenes: evaluación y análisis de los mecanismos de recuperación de imágenes”. El profesional de la información, v. 10, n. 3, p. 4-18,  marzo 2001.

domingo, 26 de setembro de 2010

As transformações da arte de fotografar

A fotografia é tão presente hoje em nossas vidas, que é difícil acreditar que um dia ela não existiu. Pode-se dizer que ela teve início no século XVI, quando foi descrita e utilizada. Um de seus utilizadores foi Leonardo Da Vinci, que usava a chamada Câmara Escura para dar base as suas pinturas. Porém, a primeira foto reconhecida como tal veio mais tarde, em 1826, com o francês Joseph Nicéphore Nièpce. A fotografia utilizada a luz em um processo químico que levava 8 horas para fixar a imagem no suporte. Daí em diante, várias evoluções surgiram: diminuiu-se o tempo de exposição a luz de horas para minutos; iniciou-se a produção de negativos, que possibilitavam a produção de várias cópias positivas da mesma imagem; surge a pelicula substituível em rolo (com 24 exposições ou poses). O surgimento do rolo, juntamente com o surgimento da câmera tipo caixão, popularizou a fotografia, que passou a registrar ainda mais evoluções a partir desse período: surge o filme colorido, as máquinas de foco automático e, o mais importante para nós, a máquina digital (KODAK, 2001).

A Câmera digital foi lançada em 1990, mas seu preço não era nada acessível, por isso não pode ser usada profissionalmente. Porém, em 10 anos, a câmera digital tornaria-se produto de consumo das massas.
Com certeza essa nova tecnologia foi desprezada e sofreu resistência de alguns:
Com o anúncio da gravação da imagem por Daguerre na Europa, logo se instituiu uma grande polêmica entre os pintores. Eles acreditavam que o novo método acabaria com a pintura, não admitindo, portanto, que a fotografia pudesse ser reconhecida como arte, uma vez que era produzida com auxílio físico e químico. (OLIVEIRA, 2006, p.3).
Porém, vemos que a fotografia não veio acabar com a pintura nem com a arte, pelo contrário, veio fazer parte dela. A pintura continua sendo um importante movimento artístico e, hoje, a fotografia tem também seu espaço na arte:
A profissão de fotógrafo passou a ser cobiçada em todo o mundo, revelando profissionais altamente qualificados e, até, adorados em vários países, como Brett Weston, Cartier Bresson, Edward Weston, Robert Capa, Robert Frank, Alexander Ródchenko, Pierre Verger e Jean Manzon, entre outros. Esses profissionais formaram uma geração de ouro do fotojornalismo mundial, mostrando muita criatividade e ousadia em suas fotografias, fazendo delas verdadeiras obras de artes, admiradas
por milhões de pessoas. (OLIVEIRA, 2006, p. 3)
Não só em arte ou profissionalmente, mas a fotografia hoje é ferramenta dominada pela massa. Os preços tornam-se cada vez mais acessíveis, não se necessita mais de grandes conhecimentos para operar uma câmera fotográfica e, outros aparelhos, como os celulares, possuem o recurso de fotografar também:
O acesso a esse tipo de equipamento se torna cada dia mais comum em aparelhos celulares e agendas de bolso com câmeras fotográficas acopladas. Basta, nesse caso, uma resolução de imagem compatível com as publicações para que qualquer cidadão possa veicular seu material em noticiário escrito e televisivo, provocando uma verdadeira revolução no jornalismo. (OLIVEIRA, 2006, p. 6).
Essa facilidade de acesso e uso trouxe uma mudança muito grande para os costumes das pessoas e para certas profissões, como fotógrafos e jornalistas, por exemplo. Para os últimos citados, a novidade trouxe benefícios e malefícios. Benefícios porque, com a câmera digital, eles possuem a opção de fotografar em maior número, sem prejuízo financeiro. Assim, possuem mais chances de fazer a melhor foto e não gastam recusos a toa. Um malefício que eu, leiga no jornalismo, percebo para a classe, é que sua profissão tornou-se um tanto “popular”, no sentido de que eles não são mais os únicos a produzir esse tipo de informação fotográfica. Qualquer pessoa com um equipamento qualquer, ao flagrar uma situação qualquer, faz o registro fotográfico e pronto: já é uma produtora de jornalismo.

Para a sociedade em geral, vejo um problema muito grande surgindo com as câmeras digitais. Como todo passo a frente dado na história, há alguns passos sendo dados para trás. Nesse caso, vejo que a fotografia perdeu seu importante papel social. Antigamente uma fotografia simbolizava um grande feito, um símbolo de união e uma forma de registro das famílias. A família chamava um fotógrafo, reunia-se para ser fotografada, os nomes eram guardados nessas fotografias e as memórias preservadas. Ainda com a fotografia analógica como recurso dominado pelo povo, as fotos tinham seu valor, precisavam ser reveladas, só se via o resultado após a revelação, o que trazia uma magia especial ao processo, além de dar um toque de naturalidade e realidade a foto.
A ascenção das câmeras digitais trouxe um descaso com as fotografias. Como se tira muitas e se armazena em computadores, essas fotos não são mais impressas em papel, fazendo com que muitas delas se percam com o tempo. Essas muitas fotos podem, facilmente, serem refeitas, deletadas e até modificadas, o que tirou a naturalidade delas. Não se espera mais dias para ver o resultado do trabalho feito. Vê-se na hora. Não ficou legal, apaga, faze-se novamente, tantas vezes forem necessárias até se obter o resultado desejado, mesmo que ele não seja o registro fiel da pessoa (ou objeto) fotografado.

Mas para mim, o principal problema recorrente dessa facilidade é a perda do costume de ter os registros em papel. Como já disse Oliveira: “A má utilização da fotografia nos dias de hoje acarretará, sem dúvida, enormes prejuízos para a documentação e as pesquisas futuras, comprometendo a memória e a ética da fotografia.” (OLIVEIRA, 2006, p.5). Eu mesma já perdi fotos por problemas com o computador e por não tê-las imprimido. Desde então, gravo as minhas fotos em CD, para evitar outros danos. CDs esses que meu computador, por ter outra versão do sistema operacional que meu antigo tinha, não lê mais. Por esses e outros exemplos digo que o papel ainda é um bom recurso.

Por fim, gostaria de ressaltar o fato de que todo passo a frente provoca um passo atrás, como diz Peter Burke, toda Inovação traz uma “Denovação”. É ótimo que a fotografia tenha evoluído e tornado-se acessível ao público. Mas esse deve tomar certos cuidados para que a memória continue sendo preservada através das fotografias. Para isso é bom que se registre os nomes, que se imprima fotos, que se guarde esses arquivos em outros lugares, que se mantenha as fotos naturais etc. Tudo isso pensando na memória dos que virão.


Referência Bibliográfica

KODAK brasileira Com. e Ind. LTDA. História da Fotografia. Diponível em: 
. Acesso em: 24 set. 2010


OLIVEIRA, Erivam Morais de. Da fotografia analógica à ascenção da fotografia digital. p. 3 Disponível em: <http://www.bocc.ubi.pt/pag/oliveira-erivam-fotografia-analogica-fotografia-digital.pdf>. Acesso em: 24 set. 2010.

domingo, 12 de setembro de 2010

Pondo as mãos na massa!


Pois bem, seguindo o quadro para Avaliação de Blogs, que foi baseado no texto de Evaluación formal de blogs con contenidos académicos y de investigación en el área de documentación, analisei o blog Na Era da Informação. Confira!

Critérios para Avaliação de Blogs

CRITÉRIOS
ANÁLISE
Parâmetros gerais
Tipologia do blog (pessoal, institucional).
Pessoal. Pertence a Paula Carina de Araújo, que é Bibliotecária na Biblioteca de Ciências Jurídicas da UFPR, em Curitiba e também presta serviço de consultoria informacional (normalização de trabalhos acadêmicos e organização de acervos particulares).
Têm objetivos concretos e bem definidos?
O blog se propõe a apresentar idéias, reflexões, curiosidades e questionamentos sobre a área de Biblioteconomia, Consultoria informacional, Gestão do Conhecimento, Inteligência Competitiva, Ciência e Gestão da Informação. Acredito que esse seja um objetivo concreto e bem definido, embora amplo.
Se os objetivos estão definidos, os conteúdos se ajustam a eles?
Sim. Todos os textos postados possuem relação com o assunto proposto.
Existe uma política editorial de aceitação de contribuições?
O autora não faz fala sobre contribuições no desenvolvimento de seu blog. Todos os textos parecem ser escritos por ela.
Tem domínio próprio?
Não.
Tem uma URL correta, clara e fácil de recordar?
Sim. Na era da Informação. É o mesmo título usado no blog, então fácil de decorar.
Mostra, de forma precisa e completa, que conteúdos ou serviços oferece?
Não. No cabeçalho, apresenta os temas de que podem se tratar os textos. Mas isso está descrito de uma forma muito genérica, de modo que apenas lendo os textos é que descobrimos o quão ricos são.
A estrutura geral do blog está orientada ao usuário?
Acredito que para quem não tenha costume de visitar blogs, a visualização dos tópicos mais antigos fica um pouco mais comprometida, visto que não há uma lista deles na página inicial. Apenas uma pequena caixa (Arquivo) onde podemos escolher outras postagens pelo mês em que foram criadas e não pelo seu titulo, o  que facilitaria o leitor a achar um texto que lhe interesse.
É coerente o desenho (layout) geral do blog?
Não tem relação com a temática. Mas também não é extravagante.
É  atualizado periódicamente?
Sim. Normalmente de duas em duas semanas, mas às vezes mais frequentemente.
Oferece algum tipo de subscrição?
Não.

Identidade, informação e serviços

A  identidade do blog é mostrada claramente em todas as páginas?
Sim. Ela se mantém em todas as páginas.
Existe informação sobre (s) criador(es) do blog?
Sim. No canto superior direito está o perfil da autora, podendo se visualizado de forma mais completa pelo link “ver perfil completo”.
Existe um logotipo?
Não.
O logotipo é significativo, identificável e visível?
-
Existe alguma forma de contato com os responsáveis pelo blog?
Sim. Também à direita há o espaço “Onde estou”, que passa informações da autora: currículo lattes, delicious (bookmarks), facebook, Goodreads, Linkedin, Minha Carreira, Orkut, Slideshare e Twitter. Além disso, no perfil da autora consta o seu endereço de e-mail.
Nos posts:

- é mostrada claramente informação sobre o autor?
Não. Pressupõe-se que todos os textos são da autoria da criadora do blog.
- é mostrada claramente a data de publicação?
Sim.
- oferece links permanentes?
Sim. De outras ferramentas de interação social, de outros blogs e sites.
É dada informação sobre número de usuários registrados e convidados?
Sim. Na página do perfil completo há um controle de leitores.
Existe um calendário de publicação?
Não e faz falta.
Existe um arquivo onde consultar posts anteriores?
Sim. Mas não é prático, já que apresenta
Existe alguma declaração ética?
Não.
Oferece links para outros blogs?
Sim.
Oferece links externos a outros recursos de informação?
Sim.
Apresenta uma lista de palavras-chave para cada post?
Sim.
Está traduzido em outros idiomas?
Não. Apenas para o Português.
Existe algum tipo de controle sobre conteúdos polêmicos?
Não.
Possui uma seção de ajuda?
Não.
O link da seção de “Ajuda”  está colocado em uma zona visível?
Se ele existe, com certeza não está.
Existe algum tipo de buscador?
Não.
O buscador encontra-se  facilmente acessível?
-
Permite a busca avançada?
-
Mostra os resultados de forma compreensível para o usuário?
-
Dispõe de ajuda para realizar a busca?
-
Qual o número médio de comentários? (calcular sobre os 10 últimos posts).
0,9 comentários por post.
Estruturas e navegação
A estrutura de organização e navegação está adequada?
Sim. A única falha que percebo é um arquivo mais claro que facilite a recuperação dos posts. Também seria bom que possuisse um buscador.
Tem algum sistema de navegação distinto da navegação por datas?
Não.
Os posts estão classificados tematicamente?
Não.
Que número de clics são necessários para ver os comentários aos posts?
Um
Que número de clics são necessários para fazer comentários aos posts?
Um.
Os links são facilmente reconhecíveis como tais?
Sim. São sublinhados e em cores diferentes.
A caracterização dos links indica seu estado (visitados,ativos etc.)?
Alguns sim, outros não.
Existem elementos de navegação que orientem o  usuário sobre onde está e como desfazer sua navegação?
Não.
Existem páginas “órfãos”?
Não.
Layout da página
São aproveitadas as zonas de alta hierarquia informativa da página para conteúdos de maior relevância?
Não. Todas as informações seguem o mesmo padrão.
Foi evitada a sobrecarga informativa?
Acho que sim.
É uma interface limpa, sem ruído visual?
Sim.
Existem zonas em “branco” entre os objetos informativos da página, para poder descansar a vista?
Bem pequena.
É feito um uso correto do espaço visual da página?
Os blocos de informação poderiam ser mais afastados um do outro.
É utilizada corretamente a hierarquia visual para expressar as relações do tipo “parte de” entre os elementos da página?
Não.
Acessibilidade
O tamanho da fonte foi definido de forma relativa?
Sim.
O tipo de fonte, efeitos tipográficos, tamanho da linha e alinhamento empregados facilitam a leitura?
Sim.
Existe um alto contraste entre a cor da fonte e o fundo?
Sim. O fundo brancas e as letras azul marinho.
Inclui um texto alternativo que descreve o  conteúdo das imagens apresentadas?
Sim, quando há imagens.
O site web é compatível com os diferentes navegadores?
Com os dois que eu utilizo, sim!
Visualiza-se corretamente com diferentes resoluções de tela?

Pode-se imprimir a página sem problemas?
Sim.
Visibilidade
Link: Google.
Não.
Link: Yahoo.
Não.
Link: MSN.
Visível somente na página de perfil completo da autora.
Twitter
Sim.
YouTube
Sim.
Orkut
Não.
Facebook
Sim.
Unik
Não.
Outros. Qual(is)?
Goodreads, Linkedin, Minha Carreira e Slideshare.
Avaliação global (comentário pessoal):
O Blog Na Era da Informação, de Paula Carina de Araújo, apresenta textos relacionados à Biblioteconomia, Consultoria informacional, Gestão do Conhecimento, Inteligência Competitiva, Ciência e Gestão da Informação, todos de autoria da dona do Blog. O blog é frequentemente atualizado, não apresenta referências, possibilita a conexão com outros blogs e outros recursos digitais. Pode-se facilmente contatar a autora, visto que ela apresenta seus diversos contatos. Apresenta algumas falhas em sua estrutura, como a falta de um buscador e uma organização mais prática do histórico de posts. Acredito que esse poderia oferecer ao leitor uma opção de recuperação por temática ou mesmo apresentar uma lista com os seus títulos, e não apenas por mês de postagem, porque isso não diz nada sobre o seu conteúdo. Mas de uma forma geral, o blog é uma boa fonte de informação porque traz informações da Biblioteconomia no geral: novidades, humor, curiosidades, cursos, painéis, eventos, indica revistas, programas de tv... enfim, pode-se ficar por dentro do que rola no assunto através do blog analisado.
Avaliado por: Gabriela Pinheiro Anhaia
Data da avaliação: 03.09.2010

Fonte
 Adaptado de: JIMÉNEZ HIDALGO, Sonia; SALVADOR BRUNA, Javier.  Evaluación formal de blogs con contenidos académicos y de investigación en el área de documentación. El Profesional de la Información, v.16, n. 2, p. 114-122, mar./abr. 2007.